Ela tem 43 anos, é gerente de um supermercado, tem um único
filho de quatro anos nascido depois de muito esforço e idas e vindas a médicos.
No final de 2015, aquela mãe recebeu uma ligação do Colégio
onde o filho passa o dia inteiro:
— Mãezinha,
seu filho estava brincando e caiu. O ombro dele está bem edemaciado. O nosso
enfermeiro imobilizou o braço de deu um analgésico. Você pode passar aqui para
pegá-lo?
— Vou ver o
que faço, respondeu a gerente.
Eram menos de 10 horas da manhã. E aquela mãe não tinha
nenhuma intenção de sair do serviço para pegar o filho.
Ela, então, lembrou que tinha uma colega que morava bem
perto da escola. Ligou para ela.
— Oi,
mulher. Tudo bem? A funcionária do colégio do meu filho me ligou. Aquela chata
disse que meu menino caiu no pátio. Eu pago todo o meu salário de babá e
colégio caro, porque trabalho muito.
— Entendo,
disse a colega.
— Você pode
ir à escola e ver o que aconteceu? Meu marido está viajando.
— Logo que
der certo, mulher, irei ver seu filho.
No início da noite a mãe gerente de supermercado chegou à
escola para pegar o filho de quatro anos. Atrasada como sempre.
O menino chorava de dor. Então ela, logo que possível, o
levou à emergência traumatológica.
Diagnóstico: Luxação Acrômio-Clavicular,
isto é rompimento de ligamentos do ombro e da capsula.
No dia seguinte, sob o efeito de anti-inflamatório o menino
foi deixado na escola, como todos os dias, desde que ele tinha seis meses.
Afinal, a mãe tinha que cuidar da carreira. E o pai estava viajando.
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