Chama-me atenção uma babá que leva duas crianças pequenas
para a aula. Uma delas ainda vem no carrinho de bebê. A outra vem andando
segurando na babá.
Por duas horas, a babá fica junto daquelas crianças. O mais
velho é um menino, uma peste de cinco anos. O instrutor dele já o colocou fora
do grupo mais de uma vez. Ele não respeita ninguém.
Quando contrariado, ele agride quem tiver perto, geralmente
a babá. Ele bate no rosto dela, chuta e humilha.
O mais impressionante é ver a apatia das pessoas em volta,
inclusive eu. Ninguém diz nada. Ninguém censura aquele fedelho. Impressionante!
Parece que vivemos numa sociedade do individualismo
absoluto: Ninguém toma uma atitude.
Há um provérbio inglês que diz: Você nunca irá arar um campo
se você só fizer isso na sua mente. (“You will never plough a field if you only turn it over in your mind.”)
Ou seja, é preciso agir para que as coisas melhorem. Elas
não vão melhorar apenas porque pensamos na melhora.
Como ninguém faz nada, pois essa é a nossa tradição
permissiva, o que se pode esperar de um garoto de cinco anos que já bate
impunimente em mulher?
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