terça-feira, 12 de setembro de 2017

Quando eu crescer eu quero ser migrante

[Para a professora Luana]


Há três fatores que justificam a migração. Fator é um conjunto de justificativas (variáveis) que estão fortemente relacionadas entre elas. Variáveis, nesse caso, são as razões para migrar. A atração é o primeiro fator ou conjunto de razões para migrar.

Na década de 1970, muitos brasileiros que viviam no Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina, venderam suas casas e propriedades rurais e se mudaram para Mato Grosso e Rondônia.

— Qual eram as atrações?

Objetivamente eram terras boas e baratas; incentivos governamentais; qualidade do ambiente; taxas de retorno do agronegócio; taxa de juros.

— E os fatores de expulsão?

Na década de 1880, Japão tinha uma superpopulação sem emprego, sem terra, endividada, sem esperança e vivendo em más condições ambientais. A vida no Japão era muito dura. 

O governo japonês fez acordo com outros países com objetivo de lhes enviar migrantes. O Brasil fez parte desses acordos, assim como a Coreia e os Estados Unidos e recebeu muitos japoneses.

— O terceiro fator é afetivo.

A migração é justificada por sentimentos. Por exemplo, admira-se a cultura de outro país. Muitos dos migrantes que saíram do Brasil para Israel tinham motivações afetivas. Muitos não são religiosos, mas fizeram “aliá”. Esse Esse terceiro fator parece que se chama esperança.

— O direito de migrar.


Eu disse que havia três fatores que justificavam a migração, mas hoje há um quarto fator, sobre o qual se teorizou pouco: o direito de migrar. Esse “D'Artagnan” ou quarto mosqueteiro é o Direito de Migrar. Não importam as razões, nós temos o direito de migrar, de procurar uma vida melhor. Aliás, temos obrigação de ser felizes.

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