Luzinom estava devendo muito. Naquele tempo, a riqueza estava concentrada na mão dos nobres. Pois um dia o Duque, dono de todo o condado, resolveu ajudá-lo.
― Luzinom, eu vou lhe ajudar. Toda terra que você percorrer
até o por do Sol de hoje será sua.
Luzinom começou a correr. Correu. Correu. Depois de meia
hora, ele já estava rico, mas continuou a correr. Então, passou por um grupo de
camponeses que estavam limpando um prado.
― Luzinom, vem nos ajudar. Somos 9 homens, precisamos de
mais um só.
― Não posso. Estou com pressa! Gritou.
Mais adiante, um grupo estava almoçando.
― Luzinom, vem almoçar conosco. Nós fizemos um cordeiro!
― Não posso, estou com pressa! E correu.
Adiante passou por um grupo que se preparava para tirar uma
vaca de uma poça de lama. A vaca estava morrendo e faria muita falta a um
camponês pobre.
― Luzinom, vem ajudar. Precisamos tirar essa vaca do atoleiro!
― Não posso! Estou com pressa!
Quando o Sol se punha sobre a copa das árvores do pomar, ele
chegou exausto ao castelo. De tão estafado, caiu aos pés do Duque e ali mesmo
morreu. O Duque mandou encomendar a alma de Luzinom e o enterrou num lote de 1
metro por 3 metros. Sobre a cova funda pos uma lápide que dizia:
“Aqui jaz um homem que correia porque deve muito

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