terça-feira, 30 de outubro de 2018

Clientes e amores nos fazem bem, nos fazem raiva e previnem depressão e suicídio




Perguntei a um amigo que conhece bem o mercado local onde eu poderia comprar tapetes de borracha para minha carrinha. Ele me indicou uma loja on-line e somou rasgados elogios.

Precisei de uma fórmula de medicamento e perguntei ao farmacêutico. Ele me indicou uma farmácia online.

Tempos depois, perguntei a um fotógrafo profissional onde comprar um “cap” para a lente de 55 mm de minha câmera fotográfica. Ele me indicou um ponto de e-comerce. Disse-me: “Receberás em dois dias. E se estiver errado, eles trocam”.

Por que as pessoas de classe média compram cada vez mais online? Por que o e-commerce cresceu 31% no primeiro semestre de 2018? (TRAY, 27/8/2018).

Não encontrei ainda quem me desse uma resposta verossímil, oxalá científica para minhas perguntas. Mas encontrei no varejo (“retail”) tradicional quem me desse razão de sobra para não voltar àquela loja. E procurar uma loja online.

Clientes, namoradas, alunos, amigos são seres humanos. Grande parte dos humanos querem ser amados e receber atenção.

E mais, cliente não é sinônimo de “habituelle”. Um lojista não tem clientes, somente teve. Não há qualquer garantia de que os Clientes Pretéritos voltem a comprar. Toda a carteira de clientes é de Clientes em Potência, isto é, podem ou não deixar-te. Podem ou não comprar novamente.

Dar atenção é:
  1. Ouça com atenção o que seu interlocutor fala, seja um cliente ou amante.
  2. Seja gentil — “cela ne coûte rien”.
  3. Mostre vontade de resolver as pendências.
  4. Sorria, se a vida não é tão bela, é bom viver.
Nunca esqueça: Poupe-se de todo mal-estar que puder sendo sábio ao seguir qualquer preceito. 


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