Quando eu era bem jovem, descobri que no mundo animal não é raro
uma mãe abandonar um filho.
O que para mim foi um surpresa fez meu pai rir.
― Meu filho, na propriedade de meus pais, em Soure, uma das
tarefas das crianças era alimentar os borregos que foram rejeitados pelas mães
ao nascer.
Pois é, nem todas as mães amam. Uau! Eu tive sorte. Minha
mãe amava os filhos dela e o demonstrou com ações muitas vezes.
A pergunta, então, é: Pode-se aprender a amar?
Não sei. O que aprendi no meu trabalho de professor foi que
o ensinado não é automaticamente aprendido, e isso não é em princípio bom ou
ruim.
Aqui em Portugal, uma mãe que perdeu a guarda de três filhos
por desídia foi condenada a fazer um “treino
parental”. Se eu entendi, ensinarão aquela mulher a amar ou cuidar dos
filhos (cf. JN 28/10/2017).
Mas ela aprenderá o que lhe será ensinado?
Eu prefiro acreditar que aquela mãe aprenderá com o “treino
parental”. Mas haveria quem discordasse de mim.
O professor Urbano Rodríguez de saudosa memória gostava de
repetir um antigo provérbio mulçumano que penso que era assim:
― "Se puede llevar un camello al pozo, pero no se puede obligar a beber".
[“Pode-se levar o camelo ao poço, mas não se lhe pode obrigar a beber”}. Ou seja, nem sempre se aprende o que foi ensinado.
Todavia, há mulheres capazes de amar o filho de uma fêmea de outra espécie. Fantático!
― "Se puede llevar un camello al pozo, pero no se puede obligar a beber".
[“Pode-se levar o camelo ao poço, mas não se lhe pode obrigar a beber”}. Ou seja, nem sempre se aprende o que foi ensinado.
Todavia, há mulheres capazes de amar o filho de uma fêmea de outra espécie. Fantático!
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