Muitas vezes na minha vida vivi a experiência de ser
ridículo.
Um dia, perguntei a uma colega:
― Quando seu bebê nascerá?
Ela não estava prenhe. A gorda tinha uma bela barriga.
Foi horrível. Fiz de tudo para não mais encontrá-la.
Noutra vez, vi minha professora de língua inglesa
cabisbaixa, com uma face triste e algum soluço. Haviam me dito que o
relacionamento dela havia terminado há pouco tempo.
Era uma cena estranha. Aquela irlandesa parecia viver apenas
para o trabalho e a carreira. Vê-la chorar era inusitado.
Eu e outros homens igualmente idiotas frequentemente nos
comovemos com o choro feminino. E para consolá-la, disse-lhe:
― “Don’t cry for him! You have your
career”.
Eu fui novamente ridículo. Na verdade, ela havia sido
demitida.

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