O promotor de justiça recebeu uma mulher decidida a se
separar.
― Minha senhora, o que houve?
― Doutor, eu não aguento mais meu marido. Ele não me larga.
Fica perto de mim todo tempo a agarrar-me, beijar-me. Meu marido é um grude,
uma cola, uma sanguessuga.
O promotor ouviu a história e mandou chamar o marido
apaixonado. E depois de relatar brevemente o que se passava, ouviu a versão
dele.
― Doutor, minha mulher não sabe o que quer. Antigamente ela
reclamava que eu lhe dava pouca atenção. Eu sempre a amei, então, ficar com ela
é o que eu mais gosto. Agora ela reclama que eu sou muito apaixonado. O que
faço se ela está sempre descontente?
― Saiba que sua mulher está para pedir o divórcio por causa
do seu comportamento, comentou o promotor de justiça.
O homem riu e citou uma famosa frase atribuía a Freud em seu
leito de morte:
― Fazer o que, doutor. Nem Freud soube responder a pergunta “what do women want?”

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