sexta-feira, 5 de abril de 2019

Depressão profunda ou preguiça patológica. O que é pior?



Juraci não vê sentido na própria vida. Costuma ter baixa autoestima, desinteresse pelos outros e pelas coisas. Estava quase sempre voltado para ele mesmo. Era capaz de dormir até a hora do almoço, almoçar e voltar para os próprios pensamentos e interesses.

Juraci às vezes melhorava, mas logo voltava para aquele isolamento feito de tédio e desamparo.

Juraci era deprimido.

Adir não gostava de nada que desse trabalho: casa, serviços, emprego. Não gostava de ninguém que desse trabalho: filho, marido ou parentes. 

Era hedonista. Muito focada no próprio prazer, fosse do estômago ou da fantasia. Vaidosa. Alisava e pintava os cabelos, cuidava de si, só andava bem vestida. Era capaz de dormir até a hora do almoço e depois se levantar, deixar todos os que dependiam dela abandonados e sair para almoçar com as amigas.

Adir tinha preguiça patológica.

Juraci ainda vive. 
Adir morreu.
Juraci foi diagnosticado.
Adir não foi.

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